As mesmas lágrimas que outrora escorreram pela minha face, hoje percorrem o mesmo trajeto.
O mesmo motivo.
A mesma sensação.
A mesma decepção.
O eterno negar. E a minha eterna incompreensão desse por que negar, por que mascarar.
Queria estar calejada para não sentir nada. Mas calejar é viver esta repetição na exaustão.
Me nego.
Nego que tudo aconteça de novo. Nego chorar pelos mesmos motivos.
Nego que me neguem o que deveria ser natural.
Exausta.
De tentar entender o porquê de ser sempre assim comigo.
De desejar o que para os outros é o comum.
De pedir por coisas que deveriam acontecer e vir até mim naturalmente.
De sonhar que eu vou viver o meu ideal sem passar por isso de novo... e de novo... e de novo...
Palavras, contos, fatos, descrições de alguém que (ainda) não descobriu outro meio de expirar suas inquietações.
terça-feira, 9 de julho de 2013
terça-feira, 8 de maio de 2012
o agora.
Compulsão, ansiedade, medo... um milhão de pensamentos, idéias, suposições. Cartas na manga para o caso de nada dar certo e tudo fugir do controle.
É complicado viver à deriva, com as velas recolhidas. É difícil viver na incerteza que é este marzão chamado “vida”. Ora te impulsiona com força para frente, ora te ameaça com violentas ondas, com vento e chuva, isso quando as ondas não se mesclam às torrentes de lágrimas que me caem dos olhos, provocadas por essa angústia que é a incerteza.
Conto os dias, rabisco planos. Faço contas, escrevo versos. Construo expectativas por uma coisa que não sei em quê se baseia, talvez porque haja alguma necessidade neste meu interior de acreditar em alguma coisa.
Castelos de areia ao sabor do vento.
É complicado viver à deriva, com as velas recolhidas. É difícil viver na incerteza que é este marzão chamado “vida”. Ora te impulsiona com força para frente, ora te ameaça com violentas ondas, com vento e chuva, isso quando as ondas não se mesclam às torrentes de lágrimas que me caem dos olhos, provocadas por essa angústia que é a incerteza.
Conto os dias, rabisco planos. Faço contas, escrevo versos. Construo expectativas por uma coisa que não sei em quê se baseia, talvez porque haja alguma necessidade neste meu interior de acreditar em alguma coisa.
Castelos de areia ao sabor do vento.
domingo, 6 de maio de 2012
Não é?
Conversas longas e pausadas. Palavras analisadas, pensamentos meticulosamente construídos e direcionados. Aconselhar é uma das tarefas mais difíceis que cabe ao ser humano, ao amigo, ao irmão. Talvez seja por isso que poucos sejam capazes de ser bons aconselhadores.
Aconselhar é esquecer a desordem que se encontra a vida, isolar-se da própria dor. É entregar-se às inquietações alheias e compreendê-las de maneira crua, dura e racional, para buscar o acalento, mas nem sempre a solução.
Remediar os males é dom de poucos, é pra quase ninguém. Não é pra mim. Nem eu.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Desejos...
E a minha opção para hoje é ser feliz, independente da ordem, de toda essa ordem, de quem tentar se opor. Escolho sorrir para o estranho, brincar com o malandro, equilibrar a sensatez em meu nariz.
Decido optar pelo discreto, pelo duvidoso, que sabiamente questiona, intriga, inspira. Que encantadoramente atrai.
Opto pelas dúvidas, pelo frio na barriga, pelo tremor das mãos e pelo suor discreto e gelado que atinge especialmente as extremidades do corpo em momentos quentes, de dias frios.
Desejo a incerteza do sorriso, na esperança do contato para a realização do inesperado.
Decido optar pelo discreto, pelo duvidoso, que sabiamente questiona, intriga, inspira. Que encantadoramente atrai.
Opto pelas dúvidas, pelo frio na barriga, pelo tremor das mãos e pelo suor discreto e gelado que atinge especialmente as extremidades do corpo em momentos quentes, de dias frios.
Desejo a incerteza do sorriso, na esperança do contato para a realização do inesperado.
terça-feira, 21 de junho de 2011
muito além...
Não é uma questão de saber da existência, mas de conhecer... intimamente, se possível.
Não basta simplesmente trocar algumas frases desconexas, ou desabafar um problema solucionável para saber cada detalhe da vida de alguém, ou o caminho de seus pensamentos.
Não basta conhecer a cor ou a banda preferida dela para considerá-la previsível, nem os planos que ela possui para os próximos dois meses pra acreditar que você já faz parte de sua vida.
Há muito mais além de simples conversas em redes sociais, de scraps trocados, sms mandados e muito mais do que seis palavras ouvidas através de uma ligação de celular.
As fronteiras vão muito além dos quilômetros que distanciam o tato.
Não basta simplesmente trocar algumas frases desconexas, ou desabafar um problema solucionável para saber cada detalhe da vida de alguém, ou o caminho de seus pensamentos.
Não basta conhecer a cor ou a banda preferida dela para considerá-la previsível, nem os planos que ela possui para os próximos dois meses pra acreditar que você já faz parte de sua vida.
Há muito mais além de simples conversas em redes sociais, de scraps trocados, sms mandados e muito mais do que seis palavras ouvidas através de uma ligação de celular.
As fronteiras vão muito além dos quilômetros que distanciam o tato.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Ironia
(latim ironia, -ae, do grego eironeía, -as, dissimulação, ignorância)
s. f.1. Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.
2. Atitude de quem usa expressões ou gestos irónicos.
3. Sarcasmo.
4. Acontecimento ou resultado totalmente diferente do que eram as expectativas (ex.: ironia trágica).
Nada melhor do que compreender a palavra em seu sentido denotativo para daí aceitar os infortúnios cotidianos.
A vida é constantemente irônica, dicotômica, sarcástica, mesquinha, egoísta e desgraçadamente surpreendente e é necessário possuir uma habilidade extraordinária pra conseguir driblar esta adversária tão feroz.
Confesso que não sou uma dessas, sou daquelas que frequentemente desabam no chão, vítima de uma forte rasteira. Ou então daquelas, que comummente surgem com o rosto avermelhado pelo tapa que a vida lhe acertou.
Admito também que não sei lidar muito bem com isso, porém tento convencer-me de que o reconhecimento das próprias dificuldades já é um grande passo para conseguir superá-las. Mas ainda falta tanta motivação, faltam tantos impulsos...
Mas quem me vir, dirá que sou feliz e otimista, e que pensamentos tão perturbadores são incapazes de interrogar a minha consciência. Esquecem-se que esta voz só tira apenas o meu sono, só dificulta a decisão dos meus atos, só aflige os meus sonhos e impede a realização dos meus planos. Esquecem que o sorriso mascarado, que as sátiras verbalizadas e que os gestos soberbos escondem a constante desmotivação, a fraqueza, o desânimo e a desventura de alguém inanimado.
É cômico saber que para isto não há compreensão, mas sim aceitação. Recuso-me a compreender quando deveria recusar-me a aceitar. No entanto aceito, como consequência irônica daquilo que nomeiam vida e que coube a mim assumí-la de maneira particular.
s. f.1. Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.
2. Atitude de quem usa expressões ou gestos irónicos.
3. Sarcasmo.
4. Acontecimento ou resultado totalmente diferente do que eram as expectativas (ex.: ironia trágica).
Nada melhor do que compreender a palavra em seu sentido denotativo para daí aceitar os infortúnios cotidianos.
A vida é constantemente irônica, dicotômica, sarcástica, mesquinha, egoísta e desgraçadamente surpreendente e é necessário possuir uma habilidade extraordinária pra conseguir driblar esta adversária tão feroz.
Confesso que não sou uma dessas, sou daquelas que frequentemente desabam no chão, vítima de uma forte rasteira. Ou então daquelas, que comummente surgem com o rosto avermelhado pelo tapa que a vida lhe acertou.
Admito também que não sei lidar muito bem com isso, porém tento convencer-me de que o reconhecimento das próprias dificuldades já é um grande passo para conseguir superá-las. Mas ainda falta tanta motivação, faltam tantos impulsos...
Mas quem me vir, dirá que sou feliz e otimista, e que pensamentos tão perturbadores são incapazes de interrogar a minha consciência. Esquecem-se que esta voz só tira apenas o meu sono, só dificulta a decisão dos meus atos, só aflige os meus sonhos e impede a realização dos meus planos. Esquecem que o sorriso mascarado, que as sátiras verbalizadas e que os gestos soberbos escondem a constante desmotivação, a fraqueza, o desânimo e a desventura de alguém inanimado.
É cômico saber que para isto não há compreensão, mas sim aceitação. Recuso-me a compreender quando deveria recusar-me a aceitar. No entanto aceito, como consequência irônica daquilo que nomeiam vida e que coube a mim assumí-la de maneira particular.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Tirando a poeira...
De repente todas as luzes se apagam. Todas as pessoas já se foram, os bancos encontram-se vazios e toda a sujeira de pipocas, doces e refrigerantes é o que restou de um espetáculo tão fabuloso. E nada é como antes.
Ter obrigatoriamente que arrumar o recinto para novas repetidas apresentações é desmotivante, cansativo e desprazeroso. Gostaria sim, de poder sentar-me e assistir a vida acontecer, assim... sentada na primeira fileira. Assim, ver a trama cotidiana e esquecer que por mais de vinte anos fui personagem desta vida teatral.
As mudanças de ciclos, as passagens de etapas, toda a transitoriedade é desmotivante...
Ter obrigatoriamente que arrumar o recinto para novas repetidas apresentações é desmotivante, cansativo e desprazeroso. Gostaria sim, de poder sentar-me e assistir a vida acontecer, assim... sentada na primeira fileira. Assim, ver a trama cotidiana e esquecer que por mais de vinte anos fui personagem desta vida teatral.
As mudanças de ciclos, as passagens de etapas, toda a transitoriedade é desmotivante...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mudanças simplesmente acontecem. E nem sempre elas são benéficas. Às vezes elas surgem simplesmente para adequar à realidade aquele (ou aquilo) na qual se aplica. Às vezes ela surge apenas para mascarar a realidade àquele (ou àquilo) na qual se aplica.
Mudanças, em sua maioria, são conseqüências, inconseqüentes, impensadas, irracionais. E lidar com isso é pior do que se imagina.
Elas surgem mudas, silenciosas, de maneira misteriosa e avassaladora. Causam o rebuliço, tiram tudo fora do lugar, bagunçam, sujam, quebram, para depois de causada a desordem, deixar como conseqüência as barbáries sociais, os buracos psicológicos, os vácuos emocionais.
Mas voltam, elas sempre voltam. Quando tudo estiver (re)organizado, elas aparecem como um furacão, pra fazer surpresa à falsa estabilidade momentânea.
Dicotômica. A vida, ela é dicotômica.
Mudanças, em sua maioria, são conseqüências, inconseqüentes, impensadas, irracionais. E lidar com isso é pior do que se imagina.
Elas surgem mudas, silenciosas, de maneira misteriosa e avassaladora. Causam o rebuliço, tiram tudo fora do lugar, bagunçam, sujam, quebram, para depois de causada a desordem, deixar como conseqüência as barbáries sociais, os buracos psicológicos, os vácuos emocionais.
Mas voltam, elas sempre voltam. Quando tudo estiver (re)organizado, elas aparecem como um furacão, pra fazer surpresa à falsa estabilidade momentânea.
Dicotômica. A vida, ela é dicotômica.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Ela.
Que de tanto descansar, acordou.
Que de tanto deitar, caminhou.
Que de tanto insistir, desistiu.
Que de tanto temer, enfrentou.
Que de tanto esconder, arriscou.
Que de tanto chorar, sorriu.
Que de tanto balançar, sentou.
Que de tanto agitar, acalmou.
Que de tanto receber, reagiu.
Ela.
Só ela.
Que pagou sem dever.
Que contribuiu sem precisar.
Que despencou sem carregar.
Que falou sem perceber.
Que dançou sem embalar.
Que acreditou sem sonhar.
Que ouviu sem merecer.
Que saiu sem caminhar.
Que viveu sem pensar.
E assim, ela
Sofreu,
Caminhou,
Aprendeu,
Sorriu,
Esqueceu,
Chorou,
Cedeu,
Confortou,
Partiu,
Voltou,
Morreu.
Que de tanto descansar, acordou.
Que de tanto deitar, caminhou.
Que de tanto insistir, desistiu.
Que de tanto temer, enfrentou.
Que de tanto esconder, arriscou.
Que de tanto chorar, sorriu.
Que de tanto balançar, sentou.
Que de tanto agitar, acalmou.
Que de tanto receber, reagiu.
Ela.
Só ela.
Que pagou sem dever.
Que contribuiu sem precisar.
Que despencou sem carregar.
Que falou sem perceber.
Que dançou sem embalar.
Que acreditou sem sonhar.
Que ouviu sem merecer.
Que saiu sem caminhar.
Que viveu sem pensar.
E assim, ela
Sofreu,
Caminhou,
Aprendeu,
Sorriu,
Esqueceu,
Chorou,
Cedeu,
Confortou,
Partiu,
Voltou,
Morreu.
sábado, 26 de março de 2011
Ah, desalinho...
E essa vida toda torta, cheia de curvas, declives e buracos?
E essa consciência esmagadora e acusativa, que a cada minuto retoma um dos questionamentos que por ora pensei ter esquecido?
E essa insatisfação duradoura que perdura ainda que tudo esteja fluindo positivamente?
Por que tanta racionalidade? Pra quê tanta reflexão?
As respostas, ah!... as respostas! Elas existem?
É viver tentando explicar o inexplicável, racionalizar a subjetividade, definir o impossível... é viver dando murros em ponta de faca, tentando descobrir o caminho que conduz à felicidade com medo de se arriscar e se perder.
E essa consciência esmagadora e acusativa, que a cada minuto retoma um dos questionamentos que por ora pensei ter esquecido?
E essa insatisfação duradoura que perdura ainda que tudo esteja fluindo positivamente?
Por que tanta racionalidade? Pra quê tanta reflexão?
As respostas, ah!... as respostas! Elas existem?
É viver tentando explicar o inexplicável, racionalizar a subjetividade, definir o impossível... é viver dando murros em ponta de faca, tentando descobrir o caminho que conduz à felicidade com medo de se arriscar e se perder.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
"Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Sem pressa, sem ânimo, sem consciência de que essa vida cíclica é um fardo que nós, humanos, carregamos desde o primeiro minuto de vida.
Por mais amargo que seja, todo dissabor costuma ser um tanto enriquecedor para esse teatro que demos o nome de "vida", afinal, só se aprende a viver, vivendo. E toda experiência é válida para servir de entretenimento e motivo para boas risadas num futuro próximo (ou longínquo) - desde que haja olhos atentos e ouvidos abertos para compreender a narração saudosa de um capítulo real gravado na memória.
E é doce o sentimentalismo, esse invólucro superficial que ocupa a lembrança. Porque só se lembra daquilo que merece, que teve importância, que adquiriu valor, que significou. E ainda que tenha sido doloroso, a memória é geralmente resgatada acompanhada do sentimento de saudade, se não do fato vivido, ao menos do tempo que passou e que não mais voltará. Se não das palavras ditas, ao menos dos dias de juventude que rapidamente passaram, intensamente marcaram e muito definiu.
E fazendo tudo igual, pensando de maneira sempre parecida, sabemos que o pouco que mudou é sempre o vestígio de que caminhamos progressivamente, e a felicidade, ah... não buscamos, não caminhamos em busca dela... A felicidade não é o objetivo, ela é o nosso estado de espírito, como caminhamos e vemos a vida!
Por mais amargo que seja, todo dissabor costuma ser um tanto enriquecedor para esse teatro que demos o nome de "vida", afinal, só se aprende a viver, vivendo. E toda experiência é válida para servir de entretenimento e motivo para boas risadas num futuro próximo (ou longínquo) - desde que haja olhos atentos e ouvidos abertos para compreender a narração saudosa de um capítulo real gravado na memória.
E é doce o sentimentalismo, esse invólucro superficial que ocupa a lembrança. Porque só se lembra daquilo que merece, que teve importância, que adquiriu valor, que significou. E ainda que tenha sido doloroso, a memória é geralmente resgatada acompanhada do sentimento de saudade, se não do fato vivido, ao menos do tempo que passou e que não mais voltará. Se não das palavras ditas, ao menos dos dias de juventude que rapidamente passaram, intensamente marcaram e muito definiu.
E fazendo tudo igual, pensando de maneira sempre parecida, sabemos que o pouco que mudou é sempre o vestígio de que caminhamos progressivamente, e a felicidade, ah... não buscamos, não caminhamos em busca dela... A felicidade não é o objetivo, ela é o nosso estado de espírito, como caminhamos e vemos a vida!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
2011.
Vinte e um dias já se passaram deste ano que começou. Na verdade ele apenas apareceu pra dar um "olá!", mas ainda não expulsou os resquícios de 2010, não limpou a sujeira varrida pra debaixo do tapete, ainda não mudou os móveis de lugar. Não se mudou, não se instalou.
Ainda estou vivendo 2011 com cheirinho de ano passado, na expectativa de que o ano novo seja melhor do que o velho e que essa esperança seja eterna, em todos os finais de ciclo. Desejar o melhor é acreditar que ainda não alcançamos o êxtase, que devemos sonhar e jamais se acomodar!
Como sempre, tenho para mim que boas novas virão, e virão pra marcar este ano ímpar - figura e literalmente - nas boas recordações da memória.
Quero mesmo que as mágoas passadas se esvaiam, que o coração apertado vista-se de forma despojada e confortável.
Que 2011 seja enriquecedor a mim e a você.
Ainda estou vivendo 2011 com cheirinho de ano passado, na expectativa de que o ano novo seja melhor do que o velho e que essa esperança seja eterna, em todos os finais de ciclo. Desejar o melhor é acreditar que ainda não alcançamos o êxtase, que devemos sonhar e jamais se acomodar!
Como sempre, tenho para mim que boas novas virão, e virão pra marcar este ano ímpar - figura e literalmente - nas boas recordações da memória.
Quero mesmo que as mágoas passadas se esvaiam, que o coração apertado vista-se de forma despojada e confortável.
Que 2011 seja enriquecedor a mim e a você.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Poema - Ney Matogrosso
"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás"
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás"
sábado, 30 de outubro de 2010
Vazio.
Hoje a minha vontade é de sumir. Mergulhar na escuridão e ali ficar, inerte, inconsciente, imóvel. Descontar ali meus infortúnios, vomitar as larvas da solidão que traz tanta angústia e tanto sofrer e exprimir este grito num eco profundo a ponto de estourar os tímpanos de quem o ouvir.
Cansei. Cansei de poupar desapontamentos, suprimir agruras, engolir desafetos.
Cansei de sorrir tendo o coração em pedaços. Ardendo. Gritando.
Desisto. Desisto de manter o que seria bom. De fingir me importar e tentar sempre amparar.
Almejo. Mudanças.
Cansei. Cansei de poupar desapontamentos, suprimir agruras, engolir desafetos.
Cansei de sorrir tendo o coração em pedaços. Ardendo. Gritando.
Desisto. Desisto de manter o que seria bom. De fingir me importar e tentar sempre amparar.
Almejo. Mudanças.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Desejos...
Eu quero aquilo que me faz bem, que me faz sorrir. Quero paz interior, quero amor, quero amar.
Quero boas novas, quero novas. Felicidade espontânea, surpresas agradáveis, sonhar. Realizar sonhos.
Quero abraço apertado, beijo estalado, receber presentes, presentear. Quero dançar ao som dos pássaros, subir até as nuvens e voar. Quero viajar e me encantar com o mundo.
Desejo ter bons amigos, companheirismo, um amor pra vida toda. Desejo saúde na vida e uma memória infalível pra mentalmente tudo fotografar.
Desejo compreensão dos outros, pois ser feliz é um direito (e isso para todos). Mais ainda: desejo poder auxiliar na realização do sonho alheio!
Quero boas novas, quero novas. Felicidade espontânea, surpresas agradáveis, sonhar. Realizar sonhos.
Quero abraço apertado, beijo estalado, receber presentes, presentear. Quero dançar ao som dos pássaros, subir até as nuvens e voar. Quero viajar e me encantar com o mundo.
Desejo ter bons amigos, companheirismo, um amor pra vida toda. Desejo saúde na vida e uma memória infalível pra mentalmente tudo fotografar.
Desejo compreensão dos outros, pois ser feliz é um direito (e isso para todos). Mais ainda: desejo poder auxiliar na realização do sonho alheio!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ah, o ciclo da vida...
Apesar de acreditar e frequentemente lembrar da existência da vida cíclica, sempre acabo me surpreendendo quando me deparo com situações semelhantes às já vividas ou quando preciso formular um (pré)julgamento sobre algum ocorrido.
As surpresas tem sido muitas ultimamente. Surpresas boas, diga-se de passagem. Surpresas que tem posto em dúvida algumas afirmações que há pouco eu fazia convictamente e hoje, vejo-as de maneira cética.
Confesso que muitas delas - as afirmações - podem ser consideradas valores, mas prefiro não me aprofundar em conceitos teóricos e/ou definições, simplesmente para não criar a impressão de que tenho excessivas tendências racionais.
Cada ação, cada atitude, cada palavra dita já tem exigido tanta racionalidade, tanta concentração e discernimento, que talvez um pouco de impulsividade ao escrever torne o texto um pouco mais espontâneo e próximo da realidade.
Ainda há muito para ser pensado, para ser refletido, decidido, moderado. Ainda há tanto para ser curado, transpassado e superado que o tempo precisa ser muito paciente, insistente e dedicado para dar conta de todos os afazeres.
Mas ouvi dizer que ele não falha e já faz um tempinho (ah, olha ele aí) que tenho me relacionado com ele - o tempo - de maneira íntima. Conheço seu peso, suas impressões, conheço a intensidade com que marca a vida das pessoas. Conheço o senhor Tempo de longa data e trago-o cravado nas costas, pra todo lugar.
"Não falhe comigo." E isto é uma súplica.
As surpresas tem sido muitas ultimamente. Surpresas boas, diga-se de passagem. Surpresas que tem posto em dúvida algumas afirmações que há pouco eu fazia convictamente e hoje, vejo-as de maneira cética.
Confesso que muitas delas - as afirmações - podem ser consideradas valores, mas prefiro não me aprofundar em conceitos teóricos e/ou definições, simplesmente para não criar a impressão de que tenho excessivas tendências racionais.
Cada ação, cada atitude, cada palavra dita já tem exigido tanta racionalidade, tanta concentração e discernimento, que talvez um pouco de impulsividade ao escrever torne o texto um pouco mais espontâneo e próximo da realidade.
Ainda há muito para ser pensado, para ser refletido, decidido, moderado. Ainda há tanto para ser curado, transpassado e superado que o tempo precisa ser muito paciente, insistente e dedicado para dar conta de todos os afazeres.
Mas ouvi dizer que ele não falha e já faz um tempinho (ah, olha ele aí) que tenho me relacionado com ele - o tempo - de maneira íntima. Conheço seu peso, suas impressões, conheço a intensidade com que marca a vida das pessoas. Conheço o senhor Tempo de longa data e trago-o cravado nas costas, pra todo lugar.
"Não falhe comigo." E isto é uma súplica.
Conversa de botas batidas...
"(...)
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem.
(...)"
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem.
(...)"
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Contando os minutos...
Passa tempo, tempo passa. Passa, pois não aguento mais esperar. Esse aperto, essa agonia, ansiedade e alegria.
O esboço de um sorriso desenhado por memórias que afagam a alma, acalentam o coração e eriçam as borboletas que habitam meu ventre.
Ah, estas borboletas. Há tanto tempo esquecidas... viviam inertes, moribundas, sem manifestações, sem sinais de existência. Despertavam pois, radiantes, empolgadas, animadas, brilhantes e reluzentes.
E todo esse brilho reflete-se em meus olhos, que é o espelho da alma, e quando se trata deste sentimento empolgante tudo se mistura, tudo vira um só.
A alma, os olhos, o coração... sua alma, seus olhos, seu coração.
O esboço de um sorriso desenhado por memórias que afagam a alma, acalentam o coração e eriçam as borboletas que habitam meu ventre.
Ah, estas borboletas. Há tanto tempo esquecidas... viviam inertes, moribundas, sem manifestações, sem sinais de existência. Despertavam pois, radiantes, empolgadas, animadas, brilhantes e reluzentes.
E todo esse brilho reflete-se em meus olhos, que é o espelho da alma, e quando se trata deste sentimento empolgante tudo se mistura, tudo vira um só.
A alma, os olhos, o coração... sua alma, seus olhos, seu coração.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
¡Una explosión!
Una explosión en mi vida. Una explosión em mis pensamientos. Una explosión en mi rotina. Una explosión de cosas buenas. Una explosión de novidad, con realidad, llena de felicidad.
No hay sueños, no hay ilusiones, no hay nada de tan raro y distinto. Es solo un sentimiento de tranquilidad y seguridad. Alivio. Corazón tranquilo y miente despierta. Y creo que esto era tudo que yo más buscaba. Un punto de equilibrio. Racionalidad en el agir. Piensar siempre, con la cabeza y no con el corazón (como siempre lo hizo).
Esperanza de días mejores. Paz. Amistad. Sinceridad. Espontaneidad. Es esquisito y rebueno.
Sí. Mi respuesta para esto es sí! No sé si es una pregunta, si ofrecen esto a mi, pero acepto esto como realidad en mi vida en todo tiempo. Hasta siempre. Mismo que este siempre sea el jamás...
No hay sueños, no hay ilusiones, no hay nada de tan raro y distinto. Es solo un sentimiento de tranquilidad y seguridad. Alivio. Corazón tranquilo y miente despierta. Y creo que esto era tudo que yo más buscaba. Un punto de equilibrio. Racionalidad en el agir. Piensar siempre, con la cabeza y no con el corazón (como siempre lo hizo).
Esperanza de días mejores. Paz. Amistad. Sinceridad. Espontaneidad. Es esquisito y rebueno.
Sí. Mi respuesta para esto es sí! No sé si es una pregunta, si ofrecen esto a mi, pero acepto esto como realidad en mi vida en todo tiempo. Hasta siempre. Mismo que este siempre sea el jamás...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Não peço para que haja compreensão nas palavras escritas, nas frases mal formuladas, no texto desconexo. A leitura, majoritariamente cansativa e pouco interessante, fica ainda pior quando o tema é pessoal e pouco ou nada se identifica com o leitor.
Redefinir valores sempre foi o meu mal, meu grande problema, pois faço disto uma regra indispensável para o bom viver.
E toda essa sucessão de acontecimentos inusitados, esse turbilhão de pensamentos e uma mescla do bom e do ruim, confundindo os sentimentos e dificultando a racionalidade imediata.
E na alternância entre razão e impulsos desesperados, vivo em constante traição dos sentimentos, para com os sentimentos, contra todos os sentimentos. E assim, consome-se as energias e tritura-se a alma, toda ferida sutilmente por pequenos (mas não imperceptíveis) julgamentos. Cruéis. Mesquinhos. Egoístas. Desprezíveis. Inefáveis.
Engolir os infortúnios da vida diariamente. Descascar os desprazeres. Remexer as flechas pontiagudas cravadas na consciência, trazer à superfície seus fardos, seus destruidores petardos.
E carregar esse orgulho que crava nos olhos as agulhas desafortunadas da amargura...
Redefinir valores sempre foi o meu mal, meu grande problema, pois faço disto uma regra indispensável para o bom viver.
E toda essa sucessão de acontecimentos inusitados, esse turbilhão de pensamentos e uma mescla do bom e do ruim, confundindo os sentimentos e dificultando a racionalidade imediata.
E na alternância entre razão e impulsos desesperados, vivo em constante traição dos sentimentos, para com os sentimentos, contra todos os sentimentos. E assim, consome-se as energias e tritura-se a alma, toda ferida sutilmente por pequenos (mas não imperceptíveis) julgamentos. Cruéis. Mesquinhos. Egoístas. Desprezíveis. Inefáveis.
Engolir os infortúnios da vida diariamente. Descascar os desprazeres. Remexer as flechas pontiagudas cravadas na consciência, trazer à superfície seus fardos, seus destruidores petardos.
E carregar esse orgulho que crava nos olhos as agulhas desafortunadas da amargura...
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