sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Contando os minutos...

Esta é a primeira vez que eu posto diretamente do serviço. Digamos que são raros momentos como este em que não se tem nada pra fazer por aqui.
Tenho me sentido uma idosa nos últimos dias. Ando fugindo das badalações, dos lugares cheios de gente. Não quero encher a cara e morrer de ressaca no dia seguinte.
O estranho é que a medida que o tempo vai passando, passamos a associar comida e bebida com momentos de lazer: sair para tomar um chopp, um sorvete, jantar fora, comer uma pizza, tomar uma cerveja e comer amendoins. De fato... sair = engordar! Prefiro muito mais ficar em casa e assistir Grey´s Anatomy até não aguentar mais chorar, então, dormir!
Ah dormir! É tão bom dormir... E eu já não sei mais o que é acordar tarde. Agora que o governo determinou que as escolas terão que repôr as aulas que foram suspensas por causa da gripe suína, todos os meus sábados foram comprometidos.
Que tristeza! De quê adianta ter tantos " ites" quando eles não atacam quando eu mais preciso? Ironia! Nunca me senti tão saudável como ultimamente... Talvez uma crise de enxaqueca me dê uma semana de dispensa... Ai ai... droga!
E todo esse ano enrolado, e todo esse meu desânimo. Eu deveria estar empolgada: emprego, FIM DE CURSO, formatura, festas, bebidas, comemorações... FIM DE CURSO!!!!! Ah, tenho esperado por isso ansiosamente! Na verdade tenho contado os dias pra tudo acabar!
Céus! O que eu faço? Como lidar com isso?????

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E é assim.

A gente vai levando, levando, tentando entender que a vida é cheia de limites que precisamos transpor.
E não importa o que se diga, faça, expresse, pense, aponte, discuta, ouça... nada muda, nada se conclui.
E toda essa continuidade, ora linear, ora cíclica, angustia a alma.
E em cada angústia, um prenúncio de que muitas outras há de vir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viver do Amor - Chico Buarque

Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor
Há que se amar
Sem amar
Sem prazer
E com despertador
- como um funcionário

Há que penar no amor
Pra se ganhar no amor
Há que apanhar
E sangrar
E suar
Como um trabalhador

Ai, o amor
Jamais foi um sonho
O amor, eu bem sei
Já provei
E é um veneno medonho

É por isso que se há de entender
Que o amor não é um ócio
E compreender
Que o amor não é um vício
O amor é sacrifício
O amor é sacerdócio
Amar
É iluminar a dor
- como um missionário.
Ilusões são passageiras, o que fica são as des-ilusões. Marcadas a ferro e fogo, ferida que abre no coração.
Sentimento impuro, responsável por lágrimas amargas, olhos inchados, olheiras profundas.
E a dor, indescritível, incontrolável, indesejável.
Escancara o peito, expõe a vida, sufoca o amor.
Irracionalidade desmedida, palavras banhadas em fel. Mentira, falsidade, rispidez.
Não desejo o mundo, não desejo o impossível.
Prefiro verdades tristonhas a mentiras risonhas acompanhadas de um abraço sufocante.
Sufoca a dor. Sufoca o amor. Sufoca.
Sufoca.
Ar! Preciso de ar! Ar...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tricotando idéias...

É sempre bom tirar o pó da mobília que fica esquecida por um tempo no canto da casa. Assim, cá estou, tentando reanimar o blog que ficou abandonado durante alguns meses por falta de tempo, inspiração, motivação e mais do que tudo: ânimo de/para escrever.
A ociosidade das férias sempre acaba me trazendo para próximo do velho e sempre presente monitor para relatar algumas angústias, dúvidas, euforias, decepções, melancolia, nostalgia... seja lá o que for! E dessa vez não podia ser diferente.
Ontem aprendi a fazer tricot. E enquanto brincava com as agulhas, entrelaçando a lã esverdeada, pensava que a vida é como o cachecol que eu tecia. Ela está aí, toda entrelaçada, misturando sons, cores, pessoas, que fazem do "todo" muito mais bonito.
No entanto, quando se esquece de um ponto, quando desapercebidamente deixamos que ele escape da agulha, permitimos que um grande buraco seja feito. E são muitos os buracos da vida... uns maiores, outros menores, mas são muitos!
Mas o mais gostoso é depois de pronto, quando olhamos para todo o trabalho e percebemos que vale a pena todo o tempo envolvido na "arte de fazer", todo o empenho pra entrelaçar tudo (e todos)... se enrolar, se aquecer, confortar!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Toc toc

Tem alguém aí?
Há tempos bati em sua porta e só escutei o ecoar dos meus dedos naquela madeira maciça e sem vida.
Eu daria tudo pra ver seu sorriso de boas-vindas e sentir seu abraço envolvente, aconchegante e acolhedor novamente. Mas sem motivos, sem explicações, não te encontro em lugar algum senão em meus pensamentos.
Ontem, quando voltava de sua casa, depois de muito insistir em vão, decidi que não mais deixaria mensagens em sua caixa postal, não mais escreveria cartas, bilhetes ou deixaria recados na portaria do seu prédio. Em meio à lágrimas de solidão, tomei a consciência de que não tenho o direito de inserir-me na vida das pessoas. Antes, devo merecer e conquistar um espaço na vida delas.
Você recusou aquele que lhe dei, bloqueou todos os acessos que eu poderia ter para alcançar e conquistar na sua vida. Agora não me resta mais escolhas, não há mais porquês.
Valeu... pelo não! Pelo talvez...
Quem sabe o acaso perceba que ele errou mais uma vez...

domingo, 11 de janeiro de 2009

É como acordar em uma banheira cheia de água e óleo...