domingo, 13 de setembro de 2009

A hora é agora

sem choro nem vela, sem tempo para pensar, se distrair, se desfocar.
Um ciclo só se fecha quando obstinadamente fazemos escolhas, planos e resolvemos lutar com unhas e dentes para alcançar os nossos objetivos.
Se haverá um final feliz, não posso responder. Isso é imprevisível. O que sei é que parte das minhas conquistas foram muito bem planejadas e desejadas.
Este ano de 2009 foi de grandes mudanças. Digamos que muitas coisas mudaram, em especial minha rotina e o meu modo de encarar algumas coisas.
Às vezes tenho a impressão de que, naturalmente, acabei forçando pra que muitas responsabilidades caíssem sobre mim e me vejo levando uma vida tão séria e tão cheia de obrigações, que talvez poucas garotas de 20 anos aguentariam...
Já não sei gostar das mesmas coisas que as pessoas da minha idade costumam gostar, nem frequentar os mesmos lugares... Sempre convivi com pessoas muito mais velhas do que eu e que nitidamente influenciaram na minha maneira de pensar e agir.
Hoje cobro de mim mesma uma postura madura diante de situações que nem sempre são tão exigentes.
Tenho medo de viver antecipadamente, sempre deixando para trás experiências importantes. Apesar de ter vivido apenas um quinto de século, sinto como se já tivesse pulado muitas etapas, tanto na infância quanto na adolescência. Não quero que isso aconteça na minha juventude também!
Embora não pareça, a vida é muito curta para dispensarmos momentos tão importantes e que certamente farão falta!
Muitos ciclos se fecham este ano pra mim e isto sempre é muito perturbador. Em meio a tantos tumultos, a única certeza que tenho é que o final deste ano será muito bem vindo e eu espero ansiosamente por isso! XD

sábado, 5 de setembro de 2009

Eu nunca me senti assim: com medo. Sempre tive muita confiança nos caminhos onde ando, nas pessoam com quem converso, na universidade onde estudo, na casa onde moro, no bairro, na vizinhança, na cidade...
E de repente deparo-me numa situação onde não tenho coragem de sair de casa sozinha, nem de voltar do trabalho sem me preocupar se estou realmente sozinha ou se estão me acompanhando indevidamente.
Detesto situações apreensivas, detesto esses sentimentos angustiantes. Não suporto depender sempre de alguém para me fazer companhia. E mais, detesto arcar com consequências de outrem.
Sempre fui muito cautelosa no agir e no falar, principalmente com pessoas desconhecidas. No entanto cá estou, angustiada e sempre pensando com quem vou andar pelas ruas agora!
Cacete!

domingo, 30 de agosto de 2009

Talvez fosse necessário encontrar respostas para questões repentinas que eclodem em minha mente inquieta. Solucionar problemas nem sempre foi algo que eu consiga fazer com facilidade e precisão.
Sofrer diante de circunstâncias inesperadas, chorar e demonstrar inquietação sempre foi difícil para mim, mas de certa forma, sempre foi o meio escolhido para acalmar meu coração.
Não entendo o que faço, nem o que digo, sempre me questiono sobre as decisões tomadas, as palavras ditas e tudo o que move meu cotidiano. A vida não deveria ser feito de escolhas... E se facilitasse... o mundo não deveria oferecer tantas opções para míseros seres humanos que somos.
Ao nascermos, deveríamos receber uma lista de obrigações que deveríamos cumprir durante a vida, independe das consequências e do que (e quem) encontraríamos no caminho. Sem dúvida, não titubearíamos ao nos depararmos em determinadas situações. As escolhas já estariam feitas, não sofreríamos com o incerto. Não existiriam dúvidas.
E se ainda assim alguém questionasse o que a vida escolheu para si, o universo poderia conspirar para que este personagem acabasse por compreender que a lista oferece o melhor para cada um.A maneira como vivemos não é muito justa. Vivemos como um grande jogo... com inúmeros dados que decidem nossa sorte.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Contando os minutos...

Esta é a primeira vez que eu posto diretamente do serviço. Digamos que são raros momentos como este em que não se tem nada pra fazer por aqui.
Tenho me sentido uma idosa nos últimos dias. Ando fugindo das badalações, dos lugares cheios de gente. Não quero encher a cara e morrer de ressaca no dia seguinte.
O estranho é que a medida que o tempo vai passando, passamos a associar comida e bebida com momentos de lazer: sair para tomar um chopp, um sorvete, jantar fora, comer uma pizza, tomar uma cerveja e comer amendoins. De fato... sair = engordar! Prefiro muito mais ficar em casa e assistir Grey´s Anatomy até não aguentar mais chorar, então, dormir!
Ah dormir! É tão bom dormir... E eu já não sei mais o que é acordar tarde. Agora que o governo determinou que as escolas terão que repôr as aulas que foram suspensas por causa da gripe suína, todos os meus sábados foram comprometidos.
Que tristeza! De quê adianta ter tantos " ites" quando eles não atacam quando eu mais preciso? Ironia! Nunca me senti tão saudável como ultimamente... Talvez uma crise de enxaqueca me dê uma semana de dispensa... Ai ai... droga!
E todo esse ano enrolado, e todo esse meu desânimo. Eu deveria estar empolgada: emprego, FIM DE CURSO, formatura, festas, bebidas, comemorações... FIM DE CURSO!!!!! Ah, tenho esperado por isso ansiosamente! Na verdade tenho contado os dias pra tudo acabar!
Céus! O que eu faço? Como lidar com isso?????

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E é assim.

A gente vai levando, levando, tentando entender que a vida é cheia de limites que precisamos transpor.
E não importa o que se diga, faça, expresse, pense, aponte, discuta, ouça... nada muda, nada se conclui.
E toda essa continuidade, ora linear, ora cíclica, angustia a alma.
E em cada angústia, um prenúncio de que muitas outras há de vir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viver do Amor - Chico Buarque

Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor
Há que se amar
Sem amar
Sem prazer
E com despertador
- como um funcionário

Há que penar no amor
Pra se ganhar no amor
Há que apanhar
E sangrar
E suar
Como um trabalhador

Ai, o amor
Jamais foi um sonho
O amor, eu bem sei
Já provei
E é um veneno medonho

É por isso que se há de entender
Que o amor não é um ócio
E compreender
Que o amor não é um vício
O amor é sacrifício
O amor é sacerdócio
Amar
É iluminar a dor
- como um missionário.
Ilusões são passageiras, o que fica são as des-ilusões. Marcadas a ferro e fogo, ferida que abre no coração.
Sentimento impuro, responsável por lágrimas amargas, olhos inchados, olheiras profundas.
E a dor, indescritível, incontrolável, indesejável.
Escancara o peito, expõe a vida, sufoca o amor.
Irracionalidade desmedida, palavras banhadas em fel. Mentira, falsidade, rispidez.
Não desejo o mundo, não desejo o impossível.
Prefiro verdades tristonhas a mentiras risonhas acompanhadas de um abraço sufocante.
Sufoca a dor. Sufoca o amor. Sufoca.
Sufoca.
Ar! Preciso de ar! Ar...