domingo, 16 de maio de 2010

Fim de semana...

Estou deprê e o fim de semana acabou por piorar a minha situação.
Três dias sem sair de casa e levando uma vida de Amélia (ok, sei que ela era a mulher de verdade) que ninguém queria!
Nada de novo, nada de bom. Só um desânimo infernal e uma vontade de deitar e dormir eternamente.
E no impulso das idéias frustrantes e da decepção que perdura dias e noites, venho por meio desta postagem expressar minha imensa insatisfação.
As dúvidas que se tornam cada vez maiores, a insegurança do destino, a chateação com o trabalho, a angústia do porvir, o medo do incerto, a saturação do certo, o anseio pela realização dos planos,... e por aí vai...
Desta vez eu me programei para ficar em casa e não ver a cara de ninguém. E isso me assusta! Apesar de não ter feito tudo o que pensei em fazer, ficar em casa seria a última coisa que eu faria em dias comuns. Mas não, não estudei, não li, não me pesei, não, não, não... não fiz muito do que deveria ter feito, mas fiquei em casa, deitada na cama, abraçada com gatos e pensando no vazio.
Pensando no que deveria estar fazendo ao invés de estar ali, deitada. sozinha. com gatos. sozinha. com os pensamentos.
Passei muito tempo sozinha e liguei o rádio. Ouvi repetidas vezes as vinte e seis músicas selecionadas num pendrive, e assim fiquei... o sábado, o domingo... e ficaria o resto da semana...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Canto pra esquecer a dor da vida..."

Quem dera se tudo fosse fácil assim. Quem dera se todo sofrimento pudesse ser sufocado ou expressado de forma simples, tranqüila e sem dor. E tudo que fosse indesejado, pudesse ser revertido nos mais belos sentimentos que proporcionassem prazer, alegria e motivação.
Nada é fácil nessa vida, tampouco viver. Porque se eu pudesse, viveria simplesmente à mercê dos acasos, sem ambições, desejos, esperanças, sem construir planos, criar ilusões, sem ter expectativas de sucessos e, assim, sem sofrer as conseqüências das frustrações.
Infelizmente o mundo não é dessa forma. Infelizmente sofremos: na pele o enrubescimento da vergonha, o sabor amargo da derrota, o peso da consciência, o cansaço dos esforços, as olheiras profundas das noites mal dormidas e das lágrimas, que de tão salgadas parecem ácidas!
Tristeza não é decepcionar-se momentaneamente, com alguém ou com alguma situação. Tristeza é aquela ferida que se carrega na alma e que foi aberta por inúmeras facadas. É aquilo que não tem perdão, que tira o sono e sufoca o peito... que persegue, segue... E mesmo que haja possibilidades para um suposto esquecimento, ainda assim, prevalece aquela dor latejante, fazendo com que a memória (presente memória), viesse à mente presente, no corpo presente, na situação presente.
Ah!... Presente... E por que não pensar que as piores situações da vida são presentes do destino a nós, reles mortais? Por que não acreditar que podemos fazer destas desgraças o incentivo que nos falta para sermos fortes e superarmos todos os problemas? E subirmos na vida fazendo deles os degraus?
Filosofia... de vida, da vida! Teorias, impraticáveis, porém compreensíveis. Incontroláveis, no entanto aceitáveis. Porque viver é além de existir, é sentir, amar, sofrer, chorar, sorrir, se arrepender, tentar, mas acima de tudo... perdoar!




OBS: O post atual não tem ligação alguma com o anterior. Escrevo nos impulsos momentâneos, nas conseqüências das situações.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A questão é...

Eu deveria me importar um pouco mais com o que as pessoas pensam a meu respeito ou simplesmente devo viver, mesmo que impulsivamente, sem me preocupar com o egoísmo alheio?
De certa forma, permitir que alguém manipule minhas decisões não acaba sendo apoiar o egoísmo e o individualismo?
A verdade é que não há como agradar gregos e troianos e sim, eu não vou me desagradar simplesmente para que todos vivam em constante êxtase sobre a desgraça alheia.
Não me interessa se perdi uma amizade que nunca me fez falta! Não lamento se nunca mais terei falsas demonstrações de saudade, de convites forçados ou palavrinhas amigas extremamente escassas e nitidamente pouco sinceras!
Sofrer por alguém é muito dolorido e eu entendo muito bem o que é gostar de alguém a ponto de querê-lo só para si, querer possuí-lo, dominá-lo, controlá-lo. Compreendo que, por causa disso, somos egoístas, mesquinhas e falamos coisas que não devemos, pra quem talvez nem merecesse.
Vivi aproximadamente quatro anos saindo com pessoas que EU considerava todos AMIGOS, escrevendo recados frequentemente e raramente tendo respostas, CONVIDANDO sempre para sair, enquanto RARAMENTE aceitavam minhas programações ou LEMBRAVAM de me incluir em algo que fizessem. E durante todo esse tempo foram COMUNS os momentos em que conversavam e eu SEQUER sabia qual era o assunto (não por vontade própria).
Sendo assim, eu quero mais é que tudo se foda! Porque se já que enquanto fui AMIGA de todos, ninguém reconheceu, não será agora, quando querem decidir o que eu devo ou não fazer, que eu vou me preocupar com alguém!
Palavras sinceras e decisões concretas, sei bem o que tenho a oferecer!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Nem tudo que reluz é ouro!

Pois é, as máscaras caem. E diariamente nos iludimos, nos enganamos, acreditamos na realidade dos fatos e na sinceridade das palavras.
Acreditamos que sonhar é possível e que a fantasia faz parte da realidade, mesmo sabendo da impossibilidade que há nisso tudo.
Apesar das falhas humanas, de todos os defeitos do homem, somos propícios a dar a todos sempre uma nova chance, como se renovássemos seus créditos temporariamente, ora com valores elevados, ora com valores baixos.
Saber perdoar é, efetivamente um dom. E de poucos. E eu realmente não acredito possuí-lo. Perdoar é, de fato, esquecer, e talvez estar disposto a tentar confiar mais uma vez, viver de novo, olhar para o rosto daquele que te ofendeu e esquecer do que aconteceu, saber conversar, ouvir, falar, sem receio, mágoa ou descriminação.
Não compreendo estes desacertos do mundo, e apesar de tantas tentativas, ainda me encontro fora do compasso, fora de sintonia, e em completa solidão!
Almejo a mudança do mundo, a harmonia na minha vida, ao menos na minha vida! Seria isso pedir demais?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Alguns momentos da vida são estranhamente desconexos e costumam situar-se nos mais escuros eixos das situações. Eixos que comunicam as fases, que enredam a memória, que justificam alguns atos e que servem, antes de mais nada, de elo entre o presente e o passado.
Pouco adianta termos os acontecimentos como arquivos mneumônicos, de nada nos serve. Seria o mesmo que manter a vida em caixas, guardadas ao relento, cheias de traças e pó.
O colorido da vida se faz da mistura das lembranças, do gosto do passado, da vivacidade da saudade e do cheiro da esperança.
Porque a única certeza que temo é do que vivemos, do que temos e do que vemos. Nada mais importa. O futuro nada mais é do que a consequência do que fazemos e acreditar na existência de um grande jogo de dados entre seres divinos.
A casualidade só nos importa para uma futura compreensão do presente. Eu acredito...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tenho plena consciência...

...de que eu devia estar estudando!

sábado, 6 de março de 2010

Só pode ser praga!

De uns dias pra cá ouço falar de casamento como se o assunto fosse comida. É casamento pra cá, casamento pra lá, enxoval, móveis, compras, “my house”, minha casinha”, mudança, “arrumar as coisas”, buquê e blá blá blá...
E pensar que até um tempo atrás todo mundo dizia que não queria casar, que casamento seria a última opção depois do suicídio e coisas do tipo! Sequer namorava-se, tinha-se no máximo algumas festinhas quando os pais não estavam, com direito a beijinhos e frescurinhas de quem não sabia aproveitar a vida!
Uma amiga sempre me disse enquanto fazíamos faculdade: “Casamento é igual piscina fria, o primeiro que pula diz que a água está uma delícia!”... E não é que é mesmo? Primeiro a minha irmã, depois o vizinho, e quem está namorando já andou comentando sobre noivado... Bando de loucos!
Essa historinha de juntar os trapos... Nesse mundo machista que temos? A única parte que sobra pra “esposa” é o tanque e a beira do fogão! Eca!
Mas tudo bem, quer caminhar para a forca com as próprias pernas, ok... mas não me venha com choramelas depois! Que a vida sozinha é difícil todo mundo sabe, mas assumir responsabilidades a dois deve ser muito mais!
E não comece a acreditar que tudo isso não passa de muita inveja e ironia porque minha irmãzinha do coração vai embora... tenho pensado nos muitos aspectos positivos que isso vai me proporcionar, mesmo parecendo que os negativos estão em maior número. Mas, meus queridos, não existe meio termo?
É sempre assim: ou tudo, ou nada?
Acho que já deixei claro que não penso em casamento, e que acho a solteirisse uma maravilha, mas daí pra não conseguir fisgar uma sardinha enlatada é demais, né?
De uns tempos pra cá, a diversão é tentar analisar o grau de velhice, baranguice e feiúra temos eu e algumas amigas. É engraçado como sempre achamos todo mundo babaca, pivete e de mal gosto e quando encontramos UMA criatura menos pior, surgem as três opções:
1 – Tem namorada.
2 – É gay.
3 – Já está de olho em outro alguém.
Hunf, vida injusta!
A parte boa dessa história é que sempre rende muitas boas risadas, inúmeras histórias pra contar, ressaca e grandes festas... e eu ainda procuro tudo isso na vida dos casados!
De qualquer forma, “taí” o endereço de um texto muito bom e engraçado de uma amiga que, se não vai ao encontro do que eu tentei expressar aqui, complementa e expõe nossas sagas... - http://thais.donega.org/2010/03/05/deprimente - Thaís Donega