"Na cama, à noite, enquanto penso em meus muitos pecados e em meus defeitos exagerados, fico tão confusa pela quantidade de coisas que tenho que analisar que não sei se rio ou se choro, dependendo do meu humor. Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou, ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente do que sou ou do que quero ser."
[p. 90]
Palavras, contos, fatos, descrições de alguém que (ainda) não descobriu outro meio de expirar suas inquietações.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Eu queria usar este espaço para compartilhar os bons momentos vividos, as grandes emoções, narrar belas histórias com finais felizes, sonhos realizados, enfim... relatar tudo de melhor que a vida pode oferecer aos reles mortais e que, de uma forma ou de outra acabaria refletindo em mim. No entanto, a embriaguez proporcionada pela felicidade simplesmente inibe em mim todo e qualquer movimento que possa ser e/ou parecer uma construção textual.
O fato é que este blog assumiu pra mim a última característica útil que deveria: a de ser única e exclusivamente o meu saco de vômito, a minha sessão descarrego, o meu grito, as minhas lágrimas, o nó da minha garganta e o aperto do meu peito. Recorro a ele apenas para blasfemar, xingar o mundo, rasgar o verbo e aliviar a alma dos pensamentos que perturbam o meu sono.
Mas não faço como deveria. Não faço como gostaria.
A sensatez, na maioria das vezes, impede que eu seja clara e escreva exatamente, com todas as letras, nomes, cores e tons, tudo o que passa na minha mente. Auto-censura. Covardia.
Eu não me importo com o outro. Preocupo-me apenas com a minha consciência, que apesar de não pertencer às mais limpas do universo, ainda se manifesta quando resolvo atingir diretamente as pessoas com a minha insensibilidade, grosseria e brutalidade.
Tenho buscado a clareza, tenho buscado pequenos focos luminosos nas ínfimas ações. Tenho buscado sinceridade, espontaneidade e segurança. Não espero encontrar um grande corpo celeste, mas contento-me com faíscas.
O fato é que este blog assumiu pra mim a última característica útil que deveria: a de ser única e exclusivamente o meu saco de vômito, a minha sessão descarrego, o meu grito, as minhas lágrimas, o nó da minha garganta e o aperto do meu peito. Recorro a ele apenas para blasfemar, xingar o mundo, rasgar o verbo e aliviar a alma dos pensamentos que perturbam o meu sono.
Mas não faço como deveria. Não faço como gostaria.
A sensatez, na maioria das vezes, impede que eu seja clara e escreva exatamente, com todas as letras, nomes, cores e tons, tudo o que passa na minha mente. Auto-censura. Covardia.
Eu não me importo com o outro. Preocupo-me apenas com a minha consciência, que apesar de não pertencer às mais limpas do universo, ainda se manifesta quando resolvo atingir diretamente as pessoas com a minha insensibilidade, grosseria e brutalidade.
Tenho buscado a clareza, tenho buscado pequenos focos luminosos nas ínfimas ações. Tenho buscado sinceridade, espontaneidade e segurança. Não espero encontrar um grande corpo celeste, mas contento-me com faíscas.
terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
É a última semana de recesso. Na verdade, seria a última se eu não voltasse a trabalhar na sexta-feira, dia 23. Onde já se viu, voltar a trabalhar na sexta. Bom,vejamos o lado positivo: pelo menos ninguém vai trabalhar com cara de acabado por já ter trabalhado a semana inteira...
E nesse pouco tempo de tranquilidade e paz domiciliar, muita coisa aconteceu: descobri que passei em 1º lugar em um concurso, notei importâncias e "des"importâncias nas amizades, assisti muitos filmes, voltei a bordar ponto cruz, assisti muitas séries, revi amigos que estava com muita saudade, bebi, dormi muito, fiz exames, comprei muitas coisas e, o mais importante, fiz planos!
Nada de algo muito grandioso, mas como planejo tudo, listo, imagino e fico escolhendo meus afazeres em cada minuto da minha vida, é óbvio que numa situação como essa, eu faria o mesmo.
Não convém escrevê-los aqui agora. O que vale é registrar simplesmente esse sentimento esperançoso, de entusiasmo e motivação. Não é sempre que eu acordo assim.
Sinto falta das minhas inspirações pra escrever. Falta das palavras que simplesmente tomavam forma quando eu começava a digitar, como se não pertencessem aos meus pensamentos. Ou melhor, como se estes não pertencessem a mim.
Espero superar pelo menos isso. E logo.
E nesse pouco tempo de tranquilidade e paz domiciliar, muita coisa aconteceu: descobri que passei em 1º lugar em um concurso, notei importâncias e "des"importâncias nas amizades, assisti muitos filmes, voltei a bordar ponto cruz, assisti muitas séries, revi amigos que estava com muita saudade, bebi, dormi muito, fiz exames, comprei muitas coisas e, o mais importante, fiz planos!
Nada de algo muito grandioso, mas como planejo tudo, listo, imagino e fico escolhendo meus afazeres em cada minuto da minha vida, é óbvio que numa situação como essa, eu faria o mesmo.
Não convém escrevê-los aqui agora. O que vale é registrar simplesmente esse sentimento esperançoso, de entusiasmo e motivação. Não é sempre que eu acordo assim.
Sinto falta das minhas inspirações pra escrever. Falta das palavras que simplesmente tomavam forma quando eu começava a digitar, como se não pertencessem aos meus pensamentos. Ou melhor, como se estes não pertencessem a mim.
Espero superar pelo menos isso. E logo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
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