Apesar de acreditar e frequentemente lembrar da existência da vida cíclica, sempre acabo me surpreendendo quando me deparo com situações semelhantes às já vividas ou quando preciso formular um (pré)julgamento sobre algum ocorrido.
As surpresas tem sido muitas ultimamente. Surpresas boas, diga-se de passagem. Surpresas que tem posto em dúvida algumas afirmações que há pouco eu fazia convictamente e hoje, vejo-as de maneira cética.
Confesso que muitas delas - as afirmações - podem ser consideradas valores, mas prefiro não me aprofundar em conceitos teóricos e/ou definições, simplesmente para não criar a impressão de que tenho excessivas tendências racionais.
Cada ação, cada atitude, cada palavra dita já tem exigido tanta racionalidade, tanta concentração e discernimento, que talvez um pouco de impulsividade ao escrever torne o texto um pouco mais espontâneo e próximo da realidade.
Ainda há muito para ser pensado, para ser refletido, decidido, moderado. Ainda há tanto para ser curado, transpassado e superado que o tempo precisa ser muito paciente, insistente e dedicado para dar conta de todos os afazeres.
Mas ouvi dizer que ele não falha e já faz um tempinho (ah, olha ele aí) que tenho me relacionado com ele - o tempo - de maneira íntima. Conheço seu peso, suas impressões, conheço a intensidade com que marca a vida das pessoas. Conheço o senhor Tempo de longa data e trago-o cravado nas costas, pra todo lugar.
"Não falhe comigo." E isto é uma súplica.
Palavras, contos, fatos, descrições de alguém que (ainda) não descobriu outro meio de expirar suas inquietações.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Conversa de botas batidas...
"(...)
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem.
(...)"
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem.
(...)"
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Contando os minutos...
Passa tempo, tempo passa. Passa, pois não aguento mais esperar. Esse aperto, essa agonia, ansiedade e alegria.
O esboço de um sorriso desenhado por memórias que afagam a alma, acalentam o coração e eriçam as borboletas que habitam meu ventre.
Ah, estas borboletas. Há tanto tempo esquecidas... viviam inertes, moribundas, sem manifestações, sem sinais de existência. Despertavam pois, radiantes, empolgadas, animadas, brilhantes e reluzentes.
E todo esse brilho reflete-se em meus olhos, que é o espelho da alma, e quando se trata deste sentimento empolgante tudo se mistura, tudo vira um só.
A alma, os olhos, o coração... sua alma, seus olhos, seu coração.
O esboço de um sorriso desenhado por memórias que afagam a alma, acalentam o coração e eriçam as borboletas que habitam meu ventre.
Ah, estas borboletas. Há tanto tempo esquecidas... viviam inertes, moribundas, sem manifestações, sem sinais de existência. Despertavam pois, radiantes, empolgadas, animadas, brilhantes e reluzentes.
E todo esse brilho reflete-se em meus olhos, que é o espelho da alma, e quando se trata deste sentimento empolgante tudo se mistura, tudo vira um só.
A alma, os olhos, o coração... sua alma, seus olhos, seu coração.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
¡Una explosión!
Una explosión en mi vida. Una explosión em mis pensamientos. Una explosión en mi rotina. Una explosión de cosas buenas. Una explosión de novidad, con realidad, llena de felicidad.
No hay sueños, no hay ilusiones, no hay nada de tan raro y distinto. Es solo un sentimiento de tranquilidad y seguridad. Alivio. Corazón tranquilo y miente despierta. Y creo que esto era tudo que yo más buscaba. Un punto de equilibrio. Racionalidad en el agir. Piensar siempre, con la cabeza y no con el corazón (como siempre lo hizo).
Esperanza de días mejores. Paz. Amistad. Sinceridad. Espontaneidad. Es esquisito y rebueno.
Sí. Mi respuesta para esto es sí! No sé si es una pregunta, si ofrecen esto a mi, pero acepto esto como realidad en mi vida en todo tiempo. Hasta siempre. Mismo que este siempre sea el jamás...
No hay sueños, no hay ilusiones, no hay nada de tan raro y distinto. Es solo un sentimiento de tranquilidad y seguridad. Alivio. Corazón tranquilo y miente despierta. Y creo que esto era tudo que yo más buscaba. Un punto de equilibrio. Racionalidad en el agir. Piensar siempre, con la cabeza y no con el corazón (como siempre lo hizo).
Esperanza de días mejores. Paz. Amistad. Sinceridad. Espontaneidad. Es esquisito y rebueno.
Sí. Mi respuesta para esto es sí! No sé si es una pregunta, si ofrecen esto a mi, pero acepto esto como realidad en mi vida en todo tiempo. Hasta siempre. Mismo que este siempre sea el jamás...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Não peço para que haja compreensão nas palavras escritas, nas frases mal formuladas, no texto desconexo. A leitura, majoritariamente cansativa e pouco interessante, fica ainda pior quando o tema é pessoal e pouco ou nada se identifica com o leitor.
Redefinir valores sempre foi o meu mal, meu grande problema, pois faço disto uma regra indispensável para o bom viver.
E toda essa sucessão de acontecimentos inusitados, esse turbilhão de pensamentos e uma mescla do bom e do ruim, confundindo os sentimentos e dificultando a racionalidade imediata.
E na alternância entre razão e impulsos desesperados, vivo em constante traição dos sentimentos, para com os sentimentos, contra todos os sentimentos. E assim, consome-se as energias e tritura-se a alma, toda ferida sutilmente por pequenos (mas não imperceptíveis) julgamentos. Cruéis. Mesquinhos. Egoístas. Desprezíveis. Inefáveis.
Engolir os infortúnios da vida diariamente. Descascar os desprazeres. Remexer as flechas pontiagudas cravadas na consciência, trazer à superfície seus fardos, seus destruidores petardos.
E carregar esse orgulho que crava nos olhos as agulhas desafortunadas da amargura...
Redefinir valores sempre foi o meu mal, meu grande problema, pois faço disto uma regra indispensável para o bom viver.
E toda essa sucessão de acontecimentos inusitados, esse turbilhão de pensamentos e uma mescla do bom e do ruim, confundindo os sentimentos e dificultando a racionalidade imediata.
E na alternância entre razão e impulsos desesperados, vivo em constante traição dos sentimentos, para com os sentimentos, contra todos os sentimentos. E assim, consome-se as energias e tritura-se a alma, toda ferida sutilmente por pequenos (mas não imperceptíveis) julgamentos. Cruéis. Mesquinhos. Egoístas. Desprezíveis. Inefáveis.
Engolir os infortúnios da vida diariamente. Descascar os desprazeres. Remexer as flechas pontiagudas cravadas na consciência, trazer à superfície seus fardos, seus destruidores petardos.
E carregar esse orgulho que crava nos olhos as agulhas desafortunadas da amargura...
sábado, 28 de agosto de 2010
"Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite..."
Mesmo que não se tenha dinheiro, ânimo e/ou disposição. Final de semana é sempre bom pra quem passa a semana toda acordando cedo, resolvendo buchas e pepinos, engolindo sapos e vendo caras feias o tempo todo.
Sendo assim, dois dias que é possível ficar em casa, despreocupada com o horário, com a chefia e toda obrigação burocrática, é praticamente a glória.
Ainda que seja necessário realizar uma corrida contra o tempo pra que tudo possa ser feito, desde manter a vida em ordem, a casa limpa, a mente descansada e as amizades preservadas, vala e pena pelo simples fato de poder dormir mais alguns minutinhos (leia "algumas horas").
Triste é saber que o tempo passa corrido, que nunca é suficiente e que raramente satisfaz. Mas, pra que o texto não fique de todo pessimista, vale lembrar que os dias são contados de forma cíclica e que depois dos cinco dias infelizes de pura rotina, eles virão novamente, pra dar asas às vontades próprias.
Sendo assim, dois dias que é possível ficar em casa, despreocupada com o horário, com a chefia e toda obrigação burocrática, é praticamente a glória.
Ainda que seja necessário realizar uma corrida contra o tempo pra que tudo possa ser feito, desde manter a vida em ordem, a casa limpa, a mente descansada e as amizades preservadas, vala e pena pelo simples fato de poder dormir mais alguns minutinhos (leia "algumas horas").
Triste é saber que o tempo passa corrido, que nunca é suficiente e que raramente satisfaz. Mas, pra que o texto não fique de todo pessimista, vale lembrar que os dias são contados de forma cíclica e que depois dos cinco dias infelizes de pura rotina, eles virão novamente, pra dar asas às vontades próprias.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Tenho tendências egoístas. Forte tendência. Tenho grande dificuldade em aceitar de bom grado a opinião alheia.
Enquanto as linhas do meu rosto desenham um grande sorriso, meu peito suporta uma angústia tão grande que sempre me arrependo de expressar a opinião que foi contrariada.
Sempre acredito que a minha opinião é a correta, que a minha atitude é a mais justa, que os meus pensamentos são os mais sensatos e que os meus ideais são os mais concretos.
O meu juízo é o que importa. Os meus sentimentos são os mais importantes. O meu sofrimento é o mais angustiante. O meu coração é o mais valente.
E não quero dicas, sugestões, conselhos, dispenso todos. Porque o meu raciocínio, que é o mais lógico, um dia vai me mostrar a melhor solução e a melhor atitude a tomar. E se isso não acontecer, a minha consciência, que por incrível que pareça é a mais justa, vai pesar indescritivelmente durante muito e muito tempo.
Sou auto-punitiva, sou mesquinha e egoísta. Tenho meus altos e baixos que oscilam constantemente e não aceito dedo alheio apontado em minha direção.
Tenho consciência, tenho "espelho interior", não adianta querer abrir os olhos que já estão abertos e que, a propósito, nunca se fecharam.
Só preciso de tempo, tempo, tempo... aquele tempo que acalenta todos os males.
Enquanto as linhas do meu rosto desenham um grande sorriso, meu peito suporta uma angústia tão grande que sempre me arrependo de expressar a opinião que foi contrariada.
Sempre acredito que a minha opinião é a correta, que a minha atitude é a mais justa, que os meus pensamentos são os mais sensatos e que os meus ideais são os mais concretos.
O meu juízo é o que importa. Os meus sentimentos são os mais importantes. O meu sofrimento é o mais angustiante. O meu coração é o mais valente.
E não quero dicas, sugestões, conselhos, dispenso todos. Porque o meu raciocínio, que é o mais lógico, um dia vai me mostrar a melhor solução e a melhor atitude a tomar. E se isso não acontecer, a minha consciência, que por incrível que pareça é a mais justa, vai pesar indescritivelmente durante muito e muito tempo.
Sou auto-punitiva, sou mesquinha e egoísta. Tenho meus altos e baixos que oscilam constantemente e não aceito dedo alheio apontado em minha direção.
Tenho consciência, tenho "espelho interior", não adianta querer abrir os olhos que já estão abertos e que, a propósito, nunca se fecharam.
Só preciso de tempo, tempo, tempo... aquele tempo que acalenta todos os males.
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