quinta-feira, 5 de março de 2009

Toc toc

Tem alguém aí?
Há tempos bati em sua porta e só escutei o ecoar dos meus dedos naquela madeira maciça e sem vida.
Eu daria tudo pra ver seu sorriso de boas-vindas e sentir seu abraço envolvente, aconchegante e acolhedor novamente. Mas sem motivos, sem explicações, não te encontro em lugar algum senão em meus pensamentos.
Ontem, quando voltava de sua casa, depois de muito insistir em vão, decidi que não mais deixaria mensagens em sua caixa postal, não mais escreveria cartas, bilhetes ou deixaria recados na portaria do seu prédio. Em meio à lágrimas de solidão, tomei a consciência de que não tenho o direito de inserir-me na vida das pessoas. Antes, devo merecer e conquistar um espaço na vida delas.
Você recusou aquele que lhe dei, bloqueou todos os acessos que eu poderia ter para alcançar e conquistar na sua vida. Agora não me resta mais escolhas, não há mais porquês.
Valeu... pelo não! Pelo talvez...
Quem sabe o acaso perceba que ele errou mais uma vez...

domingo, 11 de janeiro de 2009

É como acordar em uma banheira cheia de água e óleo...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

As dúvidas e as incertezas se mostram mais fortes a partir do momento em que decidimos assumir uma posição de firmeza diante daquilo que chamamos de problemas e que por diversas formas nos amedrontam!
Assim, afrouxam-se as esperanças e os sonhos mudam de rumo, caminhando em sentido oposto ao desejado.
Misteriosamente os príncipes tornam-se sapos, as carruagens, abóboras, a bela vira fera, a surpresa, uma desilusão e o sonho, pesadelo.
Até o samba se emudece quando percebe o que acontece no mundo hoje em dia. É visível, as pessoas preferem ser sinceras e diretas à sensibilidade e à compreensão.
Palavras mal-ditas, escritas, misturam-se entre chaves, retratos, canetas e papéis rabiscados de uma gaveta esquecida, bem lá no fundo, pra passarem despercebidas. Tornam-se esquecidas, velharia, arquivo morto de um passado que nem chegou a existir.
A poesia, poesia. A poesia da vida perde a rima, a melodia. Deixa de ser recitada, deixa de ser ouvida. Mas permanece ali, adormecida em meio a sentimentos mortos e enrijecidos pela insistência esmagadora que é a realização de um desejo.




P.O. = não são parecidos, não são! não se compara! não não!

domingo, 2 de novembro de 2008

De que vale a verdade quando as areias do tempo já soterrou os sentimentos? Ou as lágrimas quando tudo já se passou?
Todo e qualquer sofrimento válido é aquele provocado pela explosão de pensamentos concebidos pela própria consciência, ou por reflexos súbitos. Sem essa de sofrer por influência de pensamentos alheios, ou por ações pensadas realizadas por outrem.
Aperto no peito. Longínquo horizonte.
Que as palavras ecoem no vazio do meu peito! Que seja amargo, rude, que seja cruel!
Que as tristezas da vida dissipem-se nas entranhas da minha alma, mas que eu viva!
Por favor.

domingo, 26 de outubro de 2008

Flor da pele - Zeca Baleiro

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de nem ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!

E isso diz tudo. Por enquanto.

domingo, 1 de junho de 2008

Dói. Dói o adeus não dito.
Dói o afastamento imperceptível. E as mudas despedidas. Os olhares longínquos.
Dói a espera, a incerteza.
Aperta o peito as lembranças distorcidas pelos desejos não realizados. Machuca. Fere. Sangra.
Recordações que vão se tornando distantes e substituídas por acontecimentos recentes, escolhidos pela memória seletiva que há tempos dorme. Em sonhos, em fábulas.
Voa e baila entre duendes e fadas, fantasiando o que seus olhos vêem. E tudo o que é belo, mágico, fantasia, poesia, vira história, passado, fatos consumados que recusam-se a repetir.

domingo, 9 de março de 2008

Choro o choro contido.
Choro a amarga dor.
Choro o que estava escondido.
E toda essa falta de amor.