segunda-feira, 10 de dezembro de 2007


Ouço repetidas vezes a mesma música, já não sei mais em quê pensar.

Faltam apenas algumas semanas para as festas de fim de ano e menos de uma semana pra minha vida mudar por completo. Eu não sinto medo, eu não sinto mais as borboletas voando em meu ventre.

Talvez a minha vida tenha perdido a melodia, as cores, e talvez o "ato só de poetar" tenha se tornado apenas uma lembrança, uma tentativa.

Eu tentei evitar algumas coisas, tentei conter algumas palavras e expressões, mas outras foram insustentáveis e teimosas, me escapuliram por entre os lábios e num impulso meio vazio, quase que me estragou a vida toda.

Eu vivo momentos distintos, opostos, ao mesmo tempo. Eu sinto várias sensações de uma única vez, eu penso um milhão de coisas em um único segundo, e eu sempre perco a noção.

Quem sabe as férias solucione parte dos meus problemas. Quem sabe ela não os piore. Quem sabe amanhã eu já não sinta mais nada, não pense em mais nada, não viva mais nada...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Por que só a Bessie me entende?

Ora, pra quê tanto sentimentalismo?
Fale a verdade, tenho nervos de aço!
Odeio palhaçadas e brincadeiras de mal gosto.
Diz que me conhece, mas como se nem eu sou capaz disso!?
O quê?
Não... amanhã será tarde demais e eu já vou ter esquecido tudo o que eu tenho pra falar.
Desculpe, mas eu não gosto de fingimentos... Tampouco sei mentir.
Pode parar de me ver, fingir não me olhar. Tudo bem se você me fizer acreditar que eu não mais te incomodo.
Sinta-se à vontade.

Vem cá Bessie, vamos chorar ali no canto.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Último Romance - Los Hermanos

Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês
Eu já não sei

E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

Ah vai!
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar

(Porque eu ando tão musical...)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007


Se eu paro, eu penso.
Se eu penso, eu enlouqueço.
[...]

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Uma conversa, poucas palavras, muitas impressões, grande decepção. Chorei!
Fiz a maldita prova. Morri!
Vou fazer uma tatuagem. Fali!
Preciso estudar. Preguiça!
Comer. Engordei!
Greve de fome. Emagrecer!

Menino Bonito - Mutantes

Lindo
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar é simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Sem dizer
O porque
Eu sou cigana
Basta olhar pra você
E eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar é simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
Depois ir embora
Sem dizer o porquê.
Eu sou cigana
Basta olhar pra você
Depois ir embora
Sem dizer o porquê.
Eu sou cigana.

[...]

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Ok... respire fundo e vamos lá!
Acho que finalmente tomei uma decisão importante na minha vida. Eu não quero ser precipitada e contar aqui tudo o que eu pensei nas últimas horas, nem o que tem acontecido pra que eu sofra uma mudança tão radical assim.
Sabe a velha história da vida cíclica? Pois bem, basta saber que eu decidi não vivê-la mais! Já faz muito tempo que eu tenho pensado nisso, no fato da repetição das coisas, dos problemas, das manias, das pessoas, das perseguições, dos raciocínios... Não quero mais isso pra mim!
Hoje me vi cometendo o mesmo erro de sempre. Mas dessa vez eu não vou culpar ninguém pelo meu nervosismo, pela minha insegurança, pela minha falha. Finalmente tomei consciência de que não adianta esperar que o outro tome a iniciativa.
Já disse que vou procurar orientação psicológica? Pois bem... Esse já é o primeiro passo. Não sei como vai ser, nem quando, nem com quem. Não sei se será procutivo, se as coisas vão melhorar ou piorar, só sei que eu quero ao menos tentar e deixar de ser tão covarde. Ao menos tentar, tentar...
A fuga, culpar os outros, os esconderijos... por que o ser humano é tão covarde?